#Descubra Ale Löw, entre sons e brindes!

#Descubra Ale Löw, entre sons e brindes!

*Texto: Nerusa Palheta

Numa época em que todos parecem buscar o equilíbrio e a vida saudável, Alexandre Low, cantor e compositor paulista escancara, em “Prazer”, seu trabalho de estreia, o desejo pelo que é intenso e visceral. Löw caminha, no encontro do folk, pop e do jazz para falar dos fortes sentimentos que arrebatam os seres humanos.

Produzido por Lello Araújo, o EP é composto por quatro canções: Aline, Excesso (Prazer), Paixão e Juventude. Os títulos das canções são as próprias temáticas que amarram a narrativa do disco e dão a tônica desse desejo pelos prazeres mundanos, com uma pegada Lobão, em “A Vida é Doce”.

Segundo Löw, para o EP, o artista buscou uma estética “menos é mais” quanto aos instrumentos, privilegiando o uso de guitarra, baixo acústico, bateria e teclado. O artista tem forte influência de Otto, Lou Reed, Pete Doherty, Jamiroquai e Thelonious Monk.

Em baladas como Aline, (Ali, né?), que abre o EP, Alê fala como o amor é brega e está tudo bem com isso. Em Excesso (Prazer), deixa claro que na sua busca pelo próprio (prazer) vai de cabeça ou nem começa. Nela, a evocação de um passeio no Ibira ficar bêbado de gim, que dá certa água na boca, é finalizada com “o problema é que eu sempre preciso de um porre mais louco, de um gosto mais forte, de um veneno mais doce”. A letra vai dando o tom desse hedonismo presente do começo ao fim do disco.

Na forte levada jazzística de “Paixão”, ele traz um monólogo sobre sua experiência com algumas de suas paixões vividas, deixando claro que, como um porre que só se esquece com um novo porre, assim também é a paixão. Fechando com Juventude, que ele suga e chupa em desespero, Ale completa que depois que a ressaca passou é hora de se embriagar de novo.

“Espero que as pessoas se identifiquem com as minhas dificuldades e alegrias, pois eu não acredito em uma vida extremamente equilibrada, saudável e sempre alegre, ainda que eu esteja quase sempre tentando enxergar poesia e beleza em tudo”, diz.

Com apenas 25 anos, Ale Löw parece já ter vivido uma longa e intensa vida, mas sabe o preço que se paga por isso. E pelo visto, vale bem a pena!

 

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Carol Tavares é jornalista. Passou pela MTV, pela Bandeirantes e a hiperatividade levou seu caminho a cruzar felizmente com o Jardim Elétrico e criar a produtora Jazz House. Apaixonada por música, pelo amor, por Alberto Caeiro e por seu acampamento no Jalapão.