#DESCUBRA: Lucas Bê e a intensidade de quem se apaixona

#DESCUBRA: Lucas Bê e a intensidade de quem se apaixona

O músico acaba sendo um engenheiro. Colocar o acorde certo, no momento adequado, com a letra que mais faz sentido e criar uma estrutura tão sólida, que o resultado é certeiro. Talvez seja por isso que, mesmo estudando na faculdade de engenharia, Lucas Bê, com seus poucos 19 anos, já tem o violão como exoesqueleto.

Ele lançou recentemente seu début, chamado “Hipergigante Azul” e que navega da MPB ao indie rock, com aquele timbre de voz que você esperaria ouvir na MTV e com uma assertividade na execução instrumental que se esperaria de alguém que veio do conservatório.

Da timidez saem canções de um longo amor vivido com a intensidade de quem respira arte. Dos cabelos enrolados para fora, a graça de quem não sabe bem o que falar no palco. Da humildade pra dentro, um furacão de ideias, emoções e delicadeza. A música que dá nome ao disco, por exemplo, retrata a vontade de ser o “centro da órbita”.

A confusão adolescente transformada em faixas dessas que você fica cantarolando na cabeça e bem arranjadas entre os instrumentos gravados pelo próprio artista – nascido em Campo Grande, mas que vive em São Paulo desde então. Flauta e vocalizes fazem o clima da abertura do disco, enquanto os devaneios sobre a natureza vêm em seguida, com um arranjo minimalista e cordas que dão a contagem para a animação que ele mesmo transformou em clipe, como você assiste abaixo.

“Tamara” e seu ar gitano é uma prévia de inéditas que estão por vir. Ela conta a história de uma prostituta pelo ponto de vista do cantor. Em seguida, “Mundo assombrado por pessoas” é tomada pelo som andino na introdução de flautas, com um clima que traduz a dança de sombras perfeitamente.

Algumas faixas em inglês também fazem parte do trabalho, sempre seguindo a linha de quem sabe o que é arranhar um coração por amor. Destaque para “Marry Me No 1” – tipo de faixa que causa empatia de cara e faz fechar os olhinhos. Pouca idade, sim. Muita história para contar, com certeza.

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Carol Tavares é jornalista. Passou pela MTV, pela Bandeirantes e a hiperatividade levou seu caminho a cruzar felizmente com o Jardim Elétrico e criar a produtora Jazz House. Apaixonada por música, pelo amor, por Alberto Caeiro e por seu acampamento no Jalapão.