Discos Escondidos #080: Toninho Horta – Toninho Horta (1980)

Discos Escondidos #080: Toninho Horta - Toninho Horta (1980)
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Antônio Maurício Horta de Melo, mais conhecido como Toninho Horta, é um guitarrista, compositor, arranjador e produtor musical brasileiro nascido em Belo Horizonte no dia 2 de dezembro de 1948.

Nascido em uma família onde muitos membros eram músicos, Toninho Horta começou cedo no violão e aos 13 anos compôs sua primeira canção, uma parceria com sua irmã Gilda. Alguns anos depois, em torno dos seus 20 anos de idade, respectivamente em 1967 e 1969, o compositor concorreu no 2º e no 4º Festival Internacional da Canção com as faixas Maria Madrugada (parceria com Júnia Horta) Nem é Carnaval (parceria com Márcio Borges).

Nesse mesmo ano de 1969 estreia em estúdio com Nivaldo Ornelas e também toca pela primeira vez com Milton Nascimento. Em seguida, começando a próxima década de sua carreira, Toninho Horta mudou-se para o Rio de Janeiro, onde junto com Joyce, Naná Vasconcelos, Novelli e Nelson Angelo fez parte do conjunto A Tribo.

Discos Escondidos #060: Joyce – Passarinho Urbano (1976)

Desse momento em diante a carreira de Toninho Horta alcançou uma projeção ainda maior e ele se firmou como um dos maiores guitarristas (se não for o maior) da história da música brasileira. Com uma carreira marcada por parcerias nacionais e internacionais com artistas como Hermeto Pascoal, Beto Guedes, Lô Borges, Elis Regina, Dominguinhos, Gal Costa, Herbie Hancock, Keith Jarrett, Pat Metheny e inúmeros outros que talvez nem coubessem nessa matéria que tenta (mas nem sempre consegue) ser o mais breve possível para chegar em álbuns fantásticos, Toninho Horta se tornou uma lenda das 6 cordas brasileiras.

Unindo o jazz com uma brasilidade sui generis e sempre um virtuoso guitarrista com sua sonoridade inconfundível, Toninho Horta é um artista que merece ter toda e qualquer nota ouvida com o máximo de atenção.

Discos Escondidos #018: Os Borges – Os Borges (1980)

No Discos Escondidos dessa semana trazemos seu segundo álbum solo, lançado no ano seguinte do icônico Terra dos Pássaros (1979). A escolha se deu, não só porque o autointitulado álbum de Horta do início da década de oitenta é um dos melhores de sua carreira, mas porque sua última faixa, Manuel, o Audaz, possui um dos melhores solos de guitarra que este mero jornalista que vos escreve já ouviu na vida. Essa parceria (ou triceria) entre Toninho Horta, Pat Metheny e Lô Borges é, no mínimo, lendária por unir esses três gigantes.

Desse álbum, destaco as faixas: Aqui, Oh!, Voo dos UrubusPrato FeitoEra Só Começo Nosso FimBons AmigosVento e a fantástica Manuel, o Audaz.

Sem mais delongas, o gênio Toninho Horta:

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Cineasta, escritor e compositor, vive procurando novos discos pra ouvir e é fanático pela música dos anos 60 e 70. Escreve sobre Discos Escondidos nem tão escondidos assim e seu EP "4 Baladas Vermelhas" foi lançado em Dezembro de 2014 aqui no Jardim Elétrico.