Resenha: Felipe Cordeiro

Resenha: Felipe Cordeiro

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O tecnobrega é cult, o tecnobrega é cultural. É brasilidade na veia, no rebolado, no carimbó colado. Parafraseando Caetano: “A música brasileira é foda”. Essa mistureba toda, esses ruídos dançantes, esse xote xaxado, essa lambada Luiz Caldas, essa sensualidade meio Magal, essa presença imponente parecendo legado do Rossi. Essa marca forte lá do alto! Lá do Norte!

Felipe Cordeiro é o nome dele. Cantor, compositor, um expoente da nova geração. Nesse cenário musical que vem emergindo Brasil afora, o cara desponta trazendo referências rítmicas amazônicas, com um toque pop bem peculiar. Cordeiro imprime um jeito único de fazer música. No novo álbum “Se Apaixone Pela Loucura do Seu Amor” ele traz uma musicalidade misturando cúmbia, bachata, cacicó, carimbó, rock, flertando com o synthpop e MPB.

Confesso que grande parte dessa levada, eu tinha acabado de conhecer. E meus pés não pararam quietos. Oh mana, que sonzera arretada de boa! Me tira pra dançar faz favor? Que a lambada alucinada tá repetindo loucamente aqui.

Tô nesse processo de descobrir tudo o que o Cordeiro faz, e é como se eu acessasse um pedaço da história desse país continental. Tem um toque ribeirinho nessas melodias e letras. É o Pará minha gente! É tão bonito de se ver, de se escutar! É cultura popular.

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Day, louca sem ponto nem vírgula, aventureira na escrita, engajada nos rolês poéticos, costuma ser atropeladora de caô e, vive sempre na montanha russa.

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